<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27505414</id><updated>2012-02-09T07:59:36.166-02:00</updated><title type='text'>Cacos de Educação</title><subtitle type='html'>Blog direcionado para críticas sobre Educação, visando a discussão de fatos relacionados a uma das áreas fundamentais na construção de uma sociedade justa e igualitária. Juntando cacos, podemos (re)construir o todo que desejamos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cacos-de-educacao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27505414/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacos-de-educacao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Christiano Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847503319532678596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27505414.post-114782643827824363</id><published>2006-05-16T21:34:00.000-03:00</published><updated>2006-05-16T22:08:35.093-03:00</updated><title type='text'>Trabalho em Áreas: Nova Interdisciplinaridade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2238/2899/1600/Informatica_031.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px" height="109" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2238/2899/200/Informatica_031.gif" width="223" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje participei de uma vídeo-conferência (VC) no papel de professor representante (PR), como parte das atividades do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rededosaber.sp.gov.br/emrede"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ensino Médio em Rede&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, programa de formação continuada implementado pelo Governo do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;Inicialmente devo elogiar a organização encontrada. Horários respeitados, ambiente propício, material de apoio suficiente, tecnologia de ponta em perfeito funcionamento, etc. Uma demonstração de que é possível realizar atividades de boa qualidade, tanto no aspecto físico quanto no filosófico. Dentre estes aspectos, o filosófico, das idéias, é o que convém discutir aqui neste espaço.&lt;br /&gt;Pretendo apresentar aqui as principais idéias debatidas na VC, que traçam uma perspectiva daquilo que o governo espera do trabalho do magistério nos próximos tempos.&lt;br /&gt;O tema central foi o agrupamento das disciplinas em &lt;strong&gt;Áreas&lt;/strong&gt;. Debateu-se a respeito dos critérios que devem ser utilizados para agrupar diferentes disciplinas em uma mesma &lt;strong&gt;Área&lt;/strong&gt;. Chegou-se a um certo consenso que coloca como sendo da mesma área disciplinas que utilizam a mesma linguagem, os mesmos procedimentos, mesmos conceitos, que respeitam as relações historicamente construídas e que possuem competências comuns. Dentro da minha área (&lt;em&gt;Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias – CNMT&lt;/em&gt;) estão englobadas a física, a química, a matemática e a biologia.&lt;br /&gt;Como realizar o trabalho em áreas? Para responder a esta questão, desenvolvemos atividades objetivando a articulação entre as disciplinas de determinada área, tentando criar elementos que gerem mudanças práticas em sala de aula, sem deixar de considerar as novas perspectivas curriculares para o Ensino Médio. Um dos objetivos principais foi desvincular-se da visão de interdisciplinaridade temática, em que escolhe-se um tema e cada professor aborda este assunto a partir dos conteúdos de sua área. Os mediadores propuseram uma nova visão, onde a ligação por &lt;strong&gt;temas&lt;/strong&gt; é apenas um dos elementos possíveis, existindo ainda a articulação das disciplinas por &lt;strong&gt;Procedimentos&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Linguagens&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Gêneros do Discurso&lt;/strong&gt;. Vou exemplificar as 3 novas estratégias colocadas acima.&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt;Procedimentos&lt;/strong&gt;: Resolução de problemas, observação de regularidades, investigação, levantamento de hipóteses, inferência, dedução, análise, síntese, generalização.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Linguagens&lt;/strong&gt;: gráficos, mapas, tabelas, símbolos, códigos.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Gêneros do Discurso&lt;/strong&gt;: relatórios, artigos científicos, artigos de opinião, debates, verbetes, enunciado de problemas, protocolos de pesquisa.&lt;br /&gt;Ficou nítida a dificuldade para se trabalhar com estes novos conceitos. A busca por um tema comum está enraizada em nós professores e chega a ser compulsiva. Dentro das novas estratégias, pode-se desenvolver, por exemplo, a articulação de disciplinas através de artigos científicos (Gêneros do Discurso). Assim, o professor de cada disciplina elaboraria com seus alunos um artigo seguindo as normas científicas. Os assuntos podem ser diversos, sem a preocupação de fazerem parte do mesmo tema. A ligação entre as matérias acontece através da utilização da mesma estratégia: todas as disciplinas envolvidas com um artigo científico.&lt;br /&gt;É uma idéia nova, interessante, mas que necessita ser melhor debatida e orientada. O professor ainda precisa de um tempo para se apropriar destes novos conceitos, o que é natural.&lt;br /&gt;Para finalizar, o trabalho em áreas possui algumas vantagens, dentre as quais destaco as contidas no material de apoio que recebemos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“- favorece a atribuição de significados aos conceitos e, portanto, intensifica sua aprendizagem;&lt;br /&gt;- organiza e otimiza o tempo escolar, o trabalho do aluno, o trabalho pedagógico e evita repetições;&lt;br /&gt;- não se restringe a desenvolver temas comuns ou projetos interdisciplinares;&lt;br /&gt;- pode ser feito por meio de atividades desenvolvidas por uma disciplina, mas planejada pelos professores da área.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Todo novo conhecimento e todas as novas idéias devem ser sempre bem vindas. Mesmo que no futuro as descartemos ou encontremos outras melhores, é importante estarmos sempre de braços abertos ao novo !&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27505414-114782643827824363?l=cacos-de-educacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacos-de-educacao.blogspot.com/feeds/114782643827824363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27505414&amp;postID=114782643827824363' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27505414/posts/default/114782643827824363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27505414/posts/default/114782643827824363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacos-de-educacao.blogspot.com/2006/05/trabalho-em-reas-nova.html' title='Trabalho em Áreas: Nova Interdisciplinaridade'/><author><name>Christiano Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847503319532678596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27505414.post-114735710863131775</id><published>2006-05-11T11:11:00.000-03:00</published><updated>2006-05-11T21:37:09.543-03:00</updated><title type='text'>O Fim das Notas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2238/2899/1600/PICT0038.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2238/2899/200/PICT0038.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O administrador Stephen Kanitz escreveu na revista Veja desta semana (nº18, de 10 de maio de 2006) na seção Ponto de Vista, um artigo intitulado: "&lt;a href="http://veja.abril.com.br/100506/ponto_de_vista.html" target="_blank"&gt;Vamos Acabar Com as Notas&lt;/a&gt;". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Clique no nome do artigo para ler na íntegra se você é assinante de Veja, se comprou a revista nas bancas ou se é assinante UOL)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há boas idéias ali discutidas, além de diversos pontos equivocados que eu gostaria de comentar e debater com os leitores.&lt;br /&gt;Inicialmente deve-se deixar bem claro que, ao contrário do que diz o Sr. Kanitz por duas vezes em seu artigo, nós professores não atribuímos notas às pessoas (alunos), mas sim às &lt;strong&gt;atividades&lt;/strong&gt; desenvolvidas por elas. Não avaliamos José ou Maria, avaliamos o quanto Maria conseguiu compreender daquilo que foi a ela ensinado, ou então qual foi o rendimento de José em determinada atividade. Paralelamente a isso, não há dúvida que os instrumentos de avaliação atuais são inúmeras vezes imprecisos e talvez injustos, mas ainda assim estamos avaliando uma tarefa, não um ser humano.&lt;br /&gt;A idéia central do texto do Sr. Kanitz fala em abolir o sistema de notas e deixar que os alunos se auto-avaliem. Bonito, porém utópico.&lt;br /&gt;Não nos esqueçamos que quando falamos em alunos, incluímos neste universo pessoas a partir de 6 anos de idade. Há as crianças do ensino fundamental ciclo I, os pré-adolescentes do ciclo II, os adolescentes do ensino médio, os jovens das universidades, os pais de família da pós-graduação e os avós do Ensino Supletivo e da Educação de Jovens e Adultos. Estão todos preparados para se auto-avaliarem ? Se estiverem, seria este o melhor caminho ?&lt;br /&gt;O Sr. Kanitz nos diz que "&lt;em&gt;na vida real, ninguém nos dará notas a cada prova ou semestre&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Você só perceberá que não está sendo promovido ... que você não está mais agradando&lt;/em&gt;". Corretíssimo. Mas a promoção não depende e nunca dependerá (sejamos realistas) da auto-avaliação. No final das contas, é seu chefe e os números da empresa que medirão o quanto você rendeu, e seu futuro dependerá da avaliação deles, não da sua. Ouvimos dizer nas esquinas, nas conversas informais e nas reuniões sociais que "&lt;em&gt;fulano pensa que está agradando&lt;/em&gt;". Fulano é certamente o tipo de pessoa que só recebe nota máxima de si mesmo.&lt;br /&gt;Sem dúvidas, ensinar a auto-avaliação é fundamental. Serve para que o ser-humano tenha consciência de si mesmo dentro de um contexto, na empresa que trabalha, nos relacionamentos pessoais e em toda sua vida. Também é importantíssimo mostrar que devemos buscar "&lt;em&gt;o amor pelo estudo&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;aprender o que é importante na vida&lt;/em&gt;", idéias defendidas no artigo.&lt;br /&gt;Porém, erguer a bandeira "Vamos Acabar Com as Notas" é, isto sim, contra-producente, além de utópico e prematuro. Prega-se atualmente que devemos ensinar para a vida e, nesta, a auto-avaliação não é condição suficiente para o sucesso profissional ou pessoal. Devemos e iremos, queiramos ou não, ser avaliados por outras pessoas. Os outros nos enxergam com olhos que não são os nossos, nos ensinam outros pontos de vista e nos mostram parâmetros que antes não possuíamos. A avaliação externa nos coloca como foco e não como centro. Creio que a auto-avaliação como substituta total da avaliação alheia levaria os alunos a uma visão egocêntrica do mundo, fazendo-os pensar que lhes basta a idéia que possuem de si próprios.&lt;br /&gt;Na vida real, as notas dadas pelos professores passarão a ser as promoções e aumentos de salário dados pela chefia, os telefonemas dados pelos amigos, as atitudes carinhosas vindas da namorada e as medalhas esportivas. Em nenhum dos casos, estes benefícios e prazeres virão apenas segundo a nossa vontade. Infelizmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27505414-114735710863131775?l=cacos-de-educacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacos-de-educacao.blogspot.com/feeds/114735710863131775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27505414&amp;postID=114735710863131775' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27505414/posts/default/114735710863131775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27505414/posts/default/114735710863131775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacos-de-educacao.blogspot.com/2006/05/o-fim-das-notas.html' title='O Fim das Notas'/><author><name>Christiano Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847503319532678596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27505414.post-114684277121169906</id><published>2006-05-05T12:25:00.000-03:00</published><updated>2006-05-05T16:49:34.826-03:00</updated><title type='text'>Educação Seletiva Gera Inclusão</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2238/2899/1600/PICT0024.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2238/2899/200/PICT0024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, em uma das "janelas" dos professores, eu conversava com uma amiga de profissão a respeito da necessidade de se criar salas de aula em que os alunos fossem selecionados segundo seu nível de desempenho. Trocando em miúdos, criar salas com alunos bons em rendimento, outras com alunos de rendimento médio e finalmente salas com alunos de rendimento insatisfatório. O Governo, as escolas e outros colegas de profissão colocam isso como discriminação e exclusão. Eu e minha amiga vemos o contrário.&lt;br /&gt;São tantas as vantagens de se trabalhar desta maneira, que fico com receio de tornar-me muito extenso neste blog. Assim, hoje pretendo comentar apenas duas destas vantagens, mais à frente voltarei a tocar no assunto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Aumento da qualidade de ensino e do número de ingressantes nas Universidades Públicas oriundos de escolas públicas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Nas salas com alunos de alto rendimento na aprendizagem, poderia-se elevar o nível de ensino a ponto de igualar-se àquele praticado em escolas particulares. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A despeito da desorganização do Estado e das carências estruturais, de recursos humanos e materiais, existem nas salas de aula de escolas públicas alunos com potencial de fazer inveja ao filho do "Doutor" de qualquer rede de ensino particular. A falta de ar-condicionado, Datashow, dvd ou aplicativo computacional ... ops ! me perdoem ir tão longe ... mas ... estas faltas podem (SIM !) ser supridas nas carteiras estaduais à base de giz, lousa, saliva e alguns míseros recursos didáticos que os professores tiram da cartola, embora obviamente não seja esta a situação ideal. Há bastante tutano em alunos da rede pública, independente se a carteira em que estão sentados é de madeira ou de ouro. É necesário estimulá-los dentro das escassas possibilidades materiais, aprofundar o conhecimento, forçar os seus já privilegiados cérebros a ir mais e mais e mais longe, levar a eles exercícios especiais, provas resolvidas de vestibulares,textos paradidáticos, etc. Eles corresponderão ! &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Infelizmente esta metodologia não é possível em uma sala onde os alunos apresentam estágios de aprendizado muito díspares, a menos que o professor se quintuplique ou então faça vistas grossas a quem ainda não está neste nível. Se, em uma sala demasiadamente heterogênea, o professor decidir ensinar em um nível muito aprofundado, aqueles que possuem maiores dificuldades ficarão mais desinteressados e cada vez mais "no fundão". Se, pelo contrário, a opção for "não deixar ninguém para trás" e o professor trabalhar no nível daqueles que apresentam mais dificuldade, estará jogando fora o promissor futuro universitário de boas cabeças. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que acontece atualmente é que nós, professores, acabamos não fazendo nem isso e nem aquilo. Sofremos, sem sucesso, para elevar decentemente o nível de conhecimento de uns e não damos o apoio necessário e devido a outros. Todos, enfim, acabam mais ou menos excluídos da sociedade e podados de seus sonhos. O ensino continua cambaleando e os estacionamentos das faculdades públicas ficando cada vez menores para comportar novos carros novos. De professores ? Não, não ... de alunos ingressantes. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#333399;"&gt;Melhorias nos aspectos disciplinares&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Talvez o professor inexperiente e o leigo devem estar pensando: "Quem iria querer trabalhar nas salas de nível mais baixo ? &lt;strong&gt;Aquela &lt;/strong&gt;sala vai ser uma zona, será impossível dar aula ali". Relaciona-se automaticamente dificuldade de aprendizagem e baixo rendimento escolar com indisciplina. Não é necessariamente assim e explico o porquê. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Qual é o nível de interesse que você, leitor, tem em assuntos como "Emaranhamento e Separabilidade de Estados em Computação Quântica por Ressonância Magnética Nuclear" ou "Avaliação do Éster de Acridina Como Marcador Conjugado à Lectina em Histoquímica" ? Estaria disposto a frequentar uma sala de aula semanalmente por 11 anos, mesmo que sejam meros 50 minutos por dia pra ouvir falar destes assuntos sem o direito de se mexer na carteira ? Não ? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Guardadas as devidas proporções, esta mesma disposição que no momento te inunda é o que muitos alunos sentem em condições semelhantes, quando ouvem falar de logaritmo, equações irracionais, molaridade ou eletromagnetismo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Simplesmente porque estes assuntos não fazem parte de seu cotidiano ? Mais uma vez &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; ! De forma alguma apenas por isso, mas principalmente porque a maioria dos alunos não entende "lhufas de pitibiribas" do que está sendo falado. O cara não sabe nem multiplicar 7 por 8 ou ler um parágrafo parando nas vírgulas e, de repente, tem um cidadão ali na frente demostrando a soma vetorial de campos elétricos produzidos por várias cargas pontuais. Que sentido faz isso ? Nenhum. Boa resposta. E o que isso tem a ver com indisciplina ? Tudo. Ainda não captou ?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um adolescente, com a cabeça a mil por hora, não consegue concentrar-se em coisas que não lhe atraem e, pior do que isso, das quais ele nem mesmo entende o mínimo! É muito mais fácil e agradável passear no banheiro ou virar-se para trás e falar sobre a balada do final de semana. E, assim como o assunto extremamente difícil, o óbvio demais também chateia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ninguém se interessa em fazer uma atividade que está muito além de seu alcance e nem uma que seja muito simples. Isso, aliás, não é novidade para quem já leu Vygotsky e sua teoria das zonas proximais. Agora me diga amigo leitor, em uma sala de ensino médio (antigo colegial) onde o aluno X não compreende as 4 operações aritméticas básicas e o aluno Y realiza demonstrações de teoremas da álgebra linear, o professor trabalha na zona proximal de quem ? Ensina para quem ? Não há saída, um dos dois, X ou Y, sai perdendo. Se escolher ensinar para Y cria-se uma legião X de desinteressados. Se escolher ensinar para X, surge um grupo Y de indisciplinados. Ou vice-versa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há quem vá dizer: - O grupo X não tem jeito ! Reprove-os ! Suspenda-os ! Chamem os pais !&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na prática, diversas vezes, tratando de assuntos mais fáceis, mais simples, me deparei com aquele aluno X, geralmente desatento e disperso dizendo: "Nossa, é só isso que é pra fazer ? Que fácil !" &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Disse eu: - Milagre !&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas qual milagre que nada, pois sua próxima atitude foi mergulhar nos exercícios. Naquele instante ele se sentiu capaz e inteligente. No momento posterior, ele veio mostrar todo orgulhoso o caderno ... "está certo, 'sor' ? É assim mesmo ?" Pois é ! Certíssimo ! Nestas horas, um elogio e um reconhecimento fazem seus olhos brilharem. Surgem respeito e afinidade instantâneos, afinal eu o ensinei algo e ele aprendeu. Passei a ter um significado para ele e ele para mim. Por minutos, ele trocou a conversa fiada, as piadas e a andança pelo corredor, pelo empenho em uma tarefa que ele era capaz de fazer. Durante estes mesmos minutos eu o vi com outros olhos. Mas ... se amanhã eu retornar às equações imaginárias, ele vai virar para o lado e falar sobre o RBD. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Chamem os pais !!!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ou esperem outro milagre.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em uma sala heterogênea quanto ao nível de aprendizado, "milagres" tornam-se cada vez mais raros; afinal é bem mais fácil criticar o desatento e dar apoio ao "crânio" do que fazer o contrário. Mesmo porque, pensamos, seria uma judiação desperdiçar o talento desta boa cabeça enquanto aquele não quer nada com nada a não ser papear. A estes passos, a exclusão vai cada vez mais longe e a indisciplina de mãos dadas com ela. O Governo vive falando em inclusão, em tratar cada aluno como indivíduo e criar para ele uma aprendizagem significativa. Esta tarefa seria mais simples para todos se, dentro de uma mesma sala, os extremos não estivessem tão distantes.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma sala de aula montada segundo níveis de aprendizagem sanaria estes problemas. Ou não ?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: E.E. Prof. Antônio da Cruz Payão - Bairro da Rocinha - Guaratinguetá/SP - 1ºE.M. - 21/03/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27505414-114684277121169906?l=cacos-de-educacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacos-de-educacao.blogspot.com/feeds/114684277121169906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27505414&amp;postID=114684277121169906' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27505414/posts/default/114684277121169906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27505414/posts/default/114684277121169906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacos-de-educacao.blogspot.com/2006/05/educao-seletiva-gera-incluso.html' title='Educação Seletiva Gera Inclusão'/><author><name>Christiano Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847503319532678596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27505414.post-114671360177184377</id><published>2006-05-04T00:19:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T00:33:21.776-03:00</updated><title type='text'>Início</title><content type='html'>Estou me embrenhando nestas matas cibernéticas que nunca dantes adentrei ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindo seja me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27505414-114671360177184377?l=cacos-de-educacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacos-de-educacao.blogspot.com/feeds/114671360177184377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27505414&amp;postID=114671360177184377' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27505414/posts/default/114671360177184377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27505414/posts/default/114671360177184377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacos-de-educacao.blogspot.com/2006/05/incio.html' title='Início'/><author><name>Christiano Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847503319532678596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
